quarta-feira, 6 de maio de 2009

É difícil acordar de manhã e sentir que o sol não brilha mesmo olhando pela janela e vendo as ruas cheias de cor e as pessoas felizes por estar tempo de nudismo, tempo de libertação de poros e de pintura agreste. É difícil olhar pela fechadura da minha porta e perceber que as sombras transparentes gritam silêncios e furam vidas (incluso suas). É difícil ver toda a ironia da ilusão humana e dos sorrisos dementes que se vão esboçando no tempo. É triste. Mais do que difícil, triste. As pessoas choram nesses sorrisos. A inconsciência suga-lhes cores sem que se apercebam e os seus gestos limitados de ser humano manipulam nadas. O vácuo predomina e a eternidade evoca o caos.

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