sexta-feira, 24 de abril de 2009

Take my hand tonight

The raindrops, the tears keep falling
I see your face and it keeps me going
If I get lost your light's going to guide me

And I know that you can take me home
You can take me home
...
Take my hand tonight one last time
...

domingo, 19 de abril de 2009

Eternity

...





Porque é que o tempo
não pára?






Porque é que os segundos
não cessam de existir?








E as lágrimas... os sorrisos...
Porque é que existem?




sábado, 18 de abril de 2009

Quero mais momentos destes...

Passeatas pelas ruas de Lisboa...
Crianças a brincar às seis da manhã nas ruas de Lisboa.
Hoje, acordei de um pulo e quis logo vestir-me para ir brincar com a bicicleta como já há muito tempo não fazia.
Crianças a brincar às seis da manhã nas ruas de Lisboa.
Mal saí de casa, uma brasa de frio imenso queimou-me as mãos e fez as minhas pernas tilintar. Olhei para a minha menina e pensei "saudade desta sensação".
As crianças estavam ali a brincar com as corridas e a gritaria rouca da manhã, mas num entusiasmo fantástico que me deixou completamente deliciado. Inspirei-me na sua euforia e aqueci o coração e os pedais da bicicleta.
Aventurei-me por Lisboa e as crianças brincavam às seis da manhã nas suas ruas.
Era incrível! Todas elas pareciam ter acordado com a vitalidade que há muito não se fazia sentir em seus corações e, na saudade de a poder aproveitar, lançavam-se como vulcões pelas ruas, deixando-as quentes e deliciantes.
Eu ia-me movimentando pelas várias ruas. Olivais, Alvalade, Campo Grande, Telheiras.
Uma criança caiu. Estava a tentar imitar os grandes profissionais de Parkour. Um jovem aventureiro, será bom dizer. Tentou subir uma árvore e lá em cima tentou um salto e uma cambalhota. Quando aterrou, magoou-se. Será bom dizer também que eu o vi no salto e o pequenote conseguiu fazer tudo bem feito. O resultado final é que não foi famoso, mas certamente se orgulhará daquela lesão. Aventureiro era ele e vontade de conseguir também não faltava!
Continuei o meu percurso e dois meninos juntam-se a mim. Olham para mim enquanto pedalam ferozmente as suas bicicletas para me acompanhar e eu sorrio. Eles retribuem os sorrisos e esforçam-se ainda mais. Abrando e eles ultrapassam-me. Vão até ao topo daquela rua vazia e fria, onde só os pais estavam a ver.
Descida. Eu apanho balanço. Já sozinho, apanho balanço e subo depois o pico. Volto a descer, levanto-me e retento colocar os pés sobre o corpo da minha senhora. Não cheguei a tirar as mãos do volante (ainda é cedo, ainda é cedo!). Mas pus-me em pé!
Volto ao banco, aceno aos miúdos e vou-me embora. Na saída pensei que talvez eles quisessem imitar-me. Arrependi-me e voltei atrás. Passei por eles mais uma vez. Eu sabia que eles vinham ter comigo! Demos duas voltas e antes de me ir embora "Não façam travessuras. Ainda é cedo para tentarem pôr-se em cima da bicicleta. Treinem o equilíbrio em casa e um dia eu ensino-vos!". Qual não foi o meu espanto quando um dos pequenos muito espontaneamente esboça a interrogação de desespero, da união entre dor e alegria, dúvida e vontade: "prometes?". Sorri e disse "Prometo". Pisquei o olho e estiquei a mão aos dois para que ma apertassem. Pegaram nas suas bicicletas e foram. Eu ando um bocado, olho para trás e, claro, se esperava, estavam os dois, todos contentes a tentar o equilíbrio. Já com as bicicletas encostadas ao muro, junto aos pais, treinavam o equilíbrio e iam caindo para aprender. Sorriam e aqueciam também aquelas ruas (e aqueceram-me a mim) - Agora, às sete e picos da manhã.
De volta à estrada. Saio de Telheiras, caminho por Campo Grande, Entrecampos, visita a Campo Pequeno, Saldanha, El Corte Ingles. Ruas frias e vazias... Nem uma criança. Nem uma pessoa. Só carros, carros e carros! (ali só há pessoas para ir às compras. Não aquecem nada. Nem o próprio centro comercial... Ele é que aquece aqueles corações vazios. Não todos, alguns. A maioria...).
Arrepiado, pirei-me dali. Volto ao Campo Pequeno e passo pela faculdade. Incrível como já tenho saudades inclusive de escrever durante duas horas inteirinhas os ditos do Banha - grande homem! (palavra que não é graxa!) - e as divagações quilométricas do Caramelo!
Lá fui para Entrecampos novamente. A estação já estava mais agitada também. Pessoas a ir para os trabalhos. Crianças a deixar de aquecer as ruas para passar a aquecer as escolas. Ambulâncias mais vivas. Polícias parados a observar o nada e muito provavelmente a pensar no tempo da Maria Cachucha e dos feitos do Forrobodó... Os taxistas dentro dos seus taxis com frio. Alguns aventureiros a reclamar sobre a vida e sobre a falta de clientela para levar pelas ruas de Lisboa... "Continuo a preferir a minha Mikelina, confesso", penso.
Lá volto eu às ruas do Campo Grande e de Alvalade. Recordo os tempos que ali passei, como recordo sempre que lá vou, seja dia sim, dia não ou dia sim, dia sim. Volto pelo relógio e lá vou eu para os Olivais. Ainda antes de entrar na rua de casa, vou pela rua abaixo para subir o Vale do Silêncio. Não havia grande movimento.
Já no Vale, corriam, pulavam, aqueciam e dormiam. Muitas pessoas. Gosto sempre de passar por lá porque há um senhor dorminhoco que gosta de me ver andar de bicicleta. Como não tem tempo, conta o meu e sorri quando faço records. Fiz duas, três subidas e como estava cansado, despedi-me do senhor. Atirei-lhe uma moeda enquanto lhe piscava o olho e o sorriso esboçado fez-me subir com a força de quem acabou de acordar rejuvenescido o que faltava.
Já na minha rua, nem sinal de crianças, nem sinal de adultos, nem sinal de nada. Completamente vazio. Que frio, que frio!
Fui à padaria buscar o pão das nove, voltei para casa, tomei um duche, comi uma maravilha quentinha e fui dormir.
[O tempo está pintado de cinzento, mas a vida não perdoa o sorriso de voltar...]
Vivido em:
29.12.06
»»Uma boa pérola de fim de ano! Talvez, a melhor... Talvez...««

El grande Dominic!

Em todas as ruas te encontro

Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco
Conheço tão bem o teu corpo
Sonhei tanto a tua figura
Que é de olhos fechados que eu ando
A limitar a tua altura
E bebo a água e sorvo o ar
Que te atravessou a cintura
Tanto, tão perto, tão real
Que o meu corpo se transfigura
E toca o seu próprio elemento
Num corpo que já não é seu
Num rio que desapareceu
Onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro
Em todas as ruas te perco

Mário Cesariny

Suvetar - Goddess Of The Spring

Suvetar hyvä emäntä (Suvetar, fine matron)
Nouse harja katsomahan (Arise to see the seeds)
Viitimä emännän vilja (Raise the matron's corn)
Kun ei tuskihin tulisi (So that we may be spared pain)

Manutar maan emänätä (Manutar, matron of the Earth)
Nostele oras okinen (Lift up the shoots from the ground)
Kannon karvanen ylennä (New shoots from the stumps)
Kun ei tuskihin tulisi (So that we may be spared pain)

Syöttele metisin syömin (Feed us with honey-hearts)
Juottele metisin juomin (Give us honey-drink)
Mesiheinin herkuttele (Delicious honey-grass)
Vihanalla mättähällä (On a blossoming knoll)

Siull on helkiät hopiat (You have shining silver)
Siull on kullat kuulusammat (You have glistening gold)

Nouse jo neitonen (Rise up, O maiden)
Mustana mullasta (Black from the soil)

Akka mantereen alanen (Underground crone)
Vanhin luonnon tyttäristä (Most ancient of Nature's daughters )
Pane turve tunkomahan (Make the peat shoot forth)
Maa väkevä väantämähän (And the ground turn over)

Akka mantereen alanen (Underground crone)
Vanhin luonnon tyttäristä (Most ancient of Nature's daughters)
Tuhansin neniä nosta (Lift up a thousand seedlings)
Varsin vaivani näöstä (To reward my efforts)

Sapo com cara de Ovo Kinder e cérebro de cápsula surpresa -P

By Mariana!

Às vezes dá-me...


... para isto...